Liberalismo e Comunismo duas degenerações materialistas.
Estamos em ano eleitoral e toda vez é a mesma ladainha: "precisamos investir em saúde, em segurança e educação"; como se tudo se resolvesse com alguns trocados. Avancemos, porém, para além dos jargões; comecemos pela educação, que segundo o mantra moderno é a fórmula mágica para a superação da violência. Acaso aulas de Geografia vão fazer o ladrão hesitar durante o roubo? O Teorema de Pitágoras já tirou alguém das drogas? A atual configuração do sistema educacional não trará nenhuma contribuição para a solucionática dos problemas sociais uma vez que a escola não visa cultivar o amor a sabedoria, formar sábios, civilizar os povos, mas tão somente capacitar seus alunos para "passar no vestibular". Não adianta apenas investir no setor, é preciso transformar o sistema, de modo a restaurar seu papel cívico e moral, somente desta forma a educação terá algum impacto positivo sobre a redução da criminalidade.
Criminalidade, já que tocamos no assunto continuemos o raciocínio falando sobre a segurança pública. A solução para este dilema encontra-se sobretudo na tríade: CINTA, CENSURA e MISSA. Cinta, a coerção, educação (no real sentido do termo) familiar. Ora, não é segredo para ninguém que famílias desestruturadas geram pessoas perturbadas, e pessoas perturbadas tornam-se criminosos; é preciso pois fortalecer a família tradicional a fim de que a prole cresça em um ambiente sadio. Censura, o poder estatal que deve coibir e castigar todos os comportamentos prejudiciais ao bem-estar da nação. Missa, religião, a Igreja civilizou os povos; um homem que teme a Deus não rouba e não mata. Mas o que faz nossa sociedade? Despreza a família e louva degenerações, exalta pares antinaturais, incentiva a promiscuidade e o divórcio, ataca a religião e se abstém do uso coercitivo do estado, "é proibido proibir". "é feio castigar"; diante de tais anti-valores, como se surpreender que o resultado seja caos social? Quem semeia vento colhe tempestade.
Passemos por último a saúde, é preciso entender o motivo pelos quais os hospitais estão superlotados: pelo fato de se incentivar e favorecer comportamentos doentios. Não se tem louvado a promiscuidade sexual? Ora o reflexo imediato no setor da saúde é a proliferação de DSTs e o surto de doenças psicológicas. Não se deixa livre o mercado de alimentos para o consumo de qualquer porcaria? Que outro resultado seria esperado que não o aumento vertiginoso de problemas como a obesidade, a cirrose e o câncer?
O problema não é a saúde, a educação ou a segurança pública; o problema é uma cultura maldita e degenerada expressão de uma anti-civilização. Anti-civilização esta gestada no seio da ignomínia liberal; uma ideologia que despreza a família e a religião, que rejeita qualquer autoridade e coerção, que prega uma liberdade absoluta que tão logo transforma-se em libertinagem.
Mais do que uma mera troca de cargos, precisamos de uma verdadeira Revolução Cultural, ou antes uma Contra Revolução.
A técnica e suas maravilhas são capazes de levar multidões de juvenas ao êxtase. A cada novo videogame, a cada nova bugigada da Apple, vemos uma multidão de fãs fanáticos em peregrinação. A Técnica (Tecnologia) é um dos ídolos (falso-deus) adorados pelos neopagãos hodiernos.
Forçando a analogia, assim como todos os deuses dos antigos pagãos são demônios, o ídolo da técnica pode vir a tomar o mesmo caminho, e em tempos de “êxtase” ainda há neopagãos com suficiente bom senso para perceber isto, e manifestar sua preocupação através de sua arte (no caso aqui tratado o cinema).
Inúmeros filmes (alguns bons, outros não tão bons e muitos horríveis) do gênero ficção científica tem trabalhado a imagem do demônio da técnica. Em O Exterminador do Futuro e Matrix temos a expressão gnóstica da criatura se revoltando contra o criador, se na modernidade o homem divinizou a si mesmo, nestas obras, a cria do homem, as máquinas, se revoltam contra este, reduzindo-o a escravidão. O conto de fadas distópico gnóstico de ambas as obras (que não recomendo a mentes fracas, pois além de cenas lascívias, as obras propagam falsas ideias heréticas) é interessante, mas de modo algum próximo a realidade. O robô, a máquina jamais será capaz de tal ato, desenvolver alma, consciência? Tolice! O homem não é um deus, não é capaz de criar vida, a máquina ao final será sempre um títere, o perigo não está no boneco, mas em quem manipula as cordas. Que em um futuro distópico as máquinas podem ser usadas para a criação de uma ditadura perversa e totalitária é uma possibilidade real, mas que o cérebro por trás dessa ditadura seria um cérebro robótico, isso é tolice! O poder estaria nas mãos das empresas que fabricam e controlam as máquinas, os velhos executivos de terno e gravata a dirigir as grandes corporações, protegidos por seu exército robótico.
Embora ausente nas obras citadas, a ideia de super corporações no topo de um governo despótico não é ausente na ficção científica. Em Avatar (mais uma obra não recomendada, alimenta o mito do bom selvagem de Rousseau e está recheada de propaganda esotérica da Nova Era) um planeta inteiro é devastado em favor dos lucros do grande capital; em O Vingador do Futuro (tirando algumas piadinhas imorais, pouco tenho a reclamar sobre está obra) o oxigênio, na ficção um recurso gratuito e abundante no planeta vermelho, é dito como escasso para não prejudicar os lucros da corporação que o comercializa. Mera ficção sem base alguma na realidade? Penso eu nos inúmeros desastres ecológicos silenciados, ou talvez na proposta de um dos figurões da Nestlé de privatizar a água….
Em O Sexto Dia (um bom filme, apesar das piadas imorais) temos nós também uma imagem interessantíssima da influência do lobby econômico sob o governo. No filme, os mais desonestos meios são usados a fim de pressionar o governo a revogar a chamada Lei do Sexto Dia, e permitir a clonagem humana, dar ao homem o poder de brincar de deus (velha heresia gnóstica). A narrativa apresentada pelos lobbystas? A “ciência” contra o “fundamentalismo” religioso. O paralelo do filme com as indústrias assassinas do aborto, eugenia e eutanásia é inevitável. Pena, que na vida real não temos um Schwarzenegger irritadiço para frustrar as pretensões gnósticas dos grandes figurões que pensam poder brincar com a vida humana.
Mas, se a Técnica restrita ao domínio das grandes corporações é um problema, tanto mais o é nas mãos do governo, e isto não escapa as lentes do cinema. No anti-clerical Equilibrium (onde é forçada uma analogia entre o governo totalitário e a Igreja Católica), ou em O Doador de Memórias (bom filme, vale a pena ver), onde, tal qual em Admirável Mundo Novo, o governo droga seus cidadãos a fim de manter a alienação perpétua, além de assassinar os improdutivos via eutanásia e extinguir as famílias em prol de uma produção de bebês em escala industrial sob o domínio da burocracia (está última ideia está inclusive presente em Superman: O Homem de Aço), a tirania da técnica sob o domínio estatal é desvelada. O que é isto senão o projeto novordista que vem sendo implantado em todo o mundo?
Se, a ralé dos idiotas neopagãos ainda insiste em idolatrar a técnica, ao menos algumas das figuras desta fauna já se libertaram dessa vulgar ilusão, e manifestam sua descrença pelas lentes do cinema.
Voltemos as cavernas então? Como a herética seita dos Amish, deixemos a Cidade em prol das Serras, fujamos para Walden? Não é isso que ensina a doutrina católica, Pio XII reafirma em Miranda Prorsus que a tecnologia em si é neutra, tendo potencial para ser usada tanto para o bem quanto para o mal.
É interessante notar como a quase hegemônica alienação televisiva foi quebrada com o advento da internet. Se o monopólio das técnicas de difusão de conteúdo seja sob as mãos do Estado laicista moderno, seja sob o poder das grandes corporações proporciona grandes males, a democratização dos meios de difusão representou uma grande dor de cabeça aos grandes figurões. Personagens controversos como Assange e Snowden tem sido incômodas pedras no sapato dos novordistas. Diante de tudo isso, em meio a esta cultura neopagã em que a tecnologia tem seu uso por vezes direcionado o mal, ao menos é melhor que esteja acessível a muitos, e não concertada nas mãos de poucos.
Concluindo, idolatrar a técnica pela técnica independente de seu uso é uma grande tolice que só pode ser concebida por neopagãos idiotas. Esta tem um potencial maléfico surpreendente, contudo a demonização desta parece uma tolice igual. O mais racional diante desta realidade é a boa e velha ética cristã, orientar o uso da técnica pelas leis morais da Igreja, e disseminar o seu uso, a fim de que tal arma não esteja sob o monopólio de poucos figurões. Neste sentido, viva o Linux!
Rio de Janeiro-Hollywood-Tóquio, este é o eixo de difusão de ideias via entretenimento cujos ecos ressoam na mente do brasileiro. Vez ou outra ecoa aqui alguma coisa da “zoropa”, mas só depois de ter batido carimbo no Tio Sam.
Do Rio de Janeiro, do Projac, saem as degenerações nacionais da Rede Globo, regadas pelo substrato pseudo-intelectual das universidades brasileiras, como a USP e a UFRJ, difundindo pós-modernices que atingem as massas, de modo especial, as classes mais baixas, na forma de novelas, minisséries e programas "inteligentinhos" (estes mais ao gosto de classe média) como a dona Fátima Bernardes.
O entretenimento estadunidense (e o europeu com carimbo do Tio Sam) influi mais sobre as classes médias e altas. Chega via TV paga, cinema e Netflix. É artisticamente superior as produções nacionais, mas igualmente meio de difusão de uma filosofia antropocêntrica, pós-moderna, globalista e anti-católica. Além de gestar degenerados, o entretenimento americano causa a doença do viralatismo e dá ao consumidor uma falsa sensação de superioridade por consumir uma droga mais refinada.
Por fim, o entretenimento japonês, que atinge uma pequena parcela da população brasileira, sobretudo jovens com acesso à internet e tempo de ócio, um entretenimento igualmente problemático, mas, de natureza um tanto quanto diferente dos anteriores. Se a indústria cultural nacional e estadunidense estão comprometidas e submetidas ao projeto de poder novordista-marcusiano, o entretenimento japonês, por sua vez, é a expressão de um povo espiritualmente doente que busca na fantasia gnóstica a fuga do trauma advindo do pós-guerra.
Sob estes três pólos não têm a Igreja nenhuma influência, o que explica porque de difundirem degenerações. No caso dos dois primeiros (Rio-Holywood), temos uma estrutura abertamente hostil e inimiga da Fé e dos valores católicos, comprometida um projeto de poder que visa a destruição do cristianismo e sua assimilação em uma espiritualidade new age híbrida e sincrética. No caso do terceiro (Tóquio) temos uma terra que não foi evangelizada de forma satisfatória, que guarda as chagas de um passado pagão clássico e o parasita gnóstico-moderno em alto grau de desenvolvimento.
Poderia o leitor acusar-me de simplismo, aceito a acusação. Realmente, este esquema dos eixos culturais é demasiado simplista, mas é um simplismo com fins pedagógicos. É certo, por exemplo, que pólo norte-americano é palco de uma guerra interna entre o projeto novordista-marcusiano e um projeto nacionalista-neocon (resíduo da fase anterior da revolução); certo é também que para além das produções televisivas e cinematográficas há a influência de cada um destes pólos culturais no mundo da música, e em menor grau, por meio da indústria dos quadrinhos e livros pops; mas por agora fiquemos com o modelo inicial afim de extrairmos dele algumas consequências.
Como não há na atualidade uma "potência cultural" católica, sendo as manifestações dos filhos Igreja na cultura pop raríssimas, constituindo quase que uma subcultura, inevitavelmente o católico brasileiro será consumidor dos produtos culturais advindos destes três pólos, a menos que magicamente surja do “nada” uma nova indústria cultural católica com pretensões globais, coisa está não muito provável no curto e médio prazo. Neste cenário, o caminho para a lida do católico com a cultura pop é apenas um: não “seje” trouxa, ou em linguagem bonitinha: não seja um consumidor passivo, mas um espectador crítico. Jamais sente na frente da TV e torne-se refém do que “está passando”, da programação previamente escolhida e desenhada pelos donos de uma emissora anti-cristã; não invente de assistir uma série só porque "todo mundo está comentando", a popularidade em uma cultura pagã-mundana nunca é um guia seguro. Faça uso da crítica, e de um apurado discernimento, selecione previamente e detalhadamente o conteúdo que vai consumir, do contrário, vai assistir porcaria e ter a cabeça envenenada por degenerações.
A tudo isso junta-se mais uma dificuldade: não existe em nosso país uma crítica cultural católica. Daí, na hora de avaliar a pertinência de determinado entretenimento vai ter que acabar recorrendo a crítica pagã-mundana para formar seu juízo inicial com relação a determinada obra.
Sim, a coisa é feia, e do ponto de vista da guerra cultural estamos anos atrasados. Mas choramingar não adianta; já passou da hora de abandonar a passividade e ingenuidade infantil e encarar as coisas como são. A vitória no campo político-institucional depende antes de uma vitória hegemônica do campo cultural, e neste front, nós filhos da Igreja estamos perdendo de lavada.
A Legião da Santa Cruz é uma associação cultural e cívica que reúne em suas fileiras pessoas comprometidas com a restauração do legado Católico da nossa pátria, que há muito tempo se diluiu em doutrinas estranhas as raízes que a formaram, e que hoje está submersa nas trevas da imoralidade e da perversão. Nosso objetivo é construir um verdadeiro front de resistência Católica, que inclua desde um vasto trabalho intelectual e informativo até uma plataforma política própria que possa representar e dar primazia a identidade profunda do Brasil e sua Fé.
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